Fibromialgia
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga e alterações do sono, exigindo abordagem individualizada e acompanhamento contínuo. O Dr. Gabriel Caetano atua no manejo da fibromialgia com foco em diagnóstico preciso, orientação adequada e estratégias terapêuticas integradas, visando melhora funcional, qualidade de vida e controle dos sintomas.
Fibromialgia: um desafio diário
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor musculoesquelética difusa e crônica, frequentemente associada a fadiga, sono não reparador, alterações cognitivas e sintomas emocionais. Trata-se de uma síndrome de amplificação da dor, relacionada à forma como o sistema nervoso central processa os estímulos dolorosos, e não a um processo inflamatório ou destrutivo das articulações.
Historicamente, o diagnóstico da fibromialgia esteve baseado na presença de tender points, pontos específicos de dor à palpação. No entanto, os critérios diagnósticos mais atuais passaram a valorizar uma avaliação global do paciente, considerando a distribuição da dor, a intensidade dos sintomas e a presença de manifestações associadas, como fadiga e distúrbios do sono, reduzindo a dependência exclusiva dos tender points.
O tratamento da fibromialgia representa um desafio, pois não existe uma abordagem única eficaz para todos os pacientes. O manejo é multidisciplinar e envolve estratégias farmacológicas e não farmacológicas, como atividade física orientada, higiene do sono, educação em dor e acompanhamento psicológico quando indicado. O sucesso do tratamento depende do acompanhamento contínuo, do engajamento do paciente e da individualização das condutas, com foco na melhora funcional e na qualidade de vida.
Você sabia? Drogas aprovadas para fibromialgia são escassas.
Atualmente, poucas medicações possuem aprovação formal em bula para o tratamento da fibromialgia. Entre elas estão a pregabalina, a duloxetina e o milnaciprano, que atuam principalmente na modulação da dor central e em sintomas associados, como fadiga e distúrbios do sono.
Recentemente, o FDA aprovou a ciclobenzaprina em formulação sublingual para o tratamento da fibromialgia, representando um avanço após muitos anos sem novas opções específicas. É importante ressaltar que essa formulação não é a mesma ciclobenzaprina disponível no Brasil por via oral, que possui farmacocinética diferente e não tem indicação formal em bula para fibromialgia.
O tratamento medicamentoso deve sempre ser individualizado e integrado a estratégias não farmacológicas, respeitando o perfil clínico e a resposta de cada paciente. Lembre-se, depender exclusivamente de tratamento medicamentoso é criar expectativa irreais, já que a resposta isolada do remédio é muito fraca.
Dores difusas
Na fibromialgia, a dor costuma ser difusa e difícil de localizar, sendo frequentemente descrita pelos pacientes como “dor na carne”, “dor nos nervos” ou “dor nos ossos”. Essa variedade de descrições reflete a natureza inespecífica da dor, que não se limita a uma articulação ou estrutura específica.
Trata-se de uma dor relacionada à alteração no processamento dos estímulos dolorosos pelo sistema nervoso, o que explica a intensidade dos sintomas mesmo na ausência de inflamação ou lesões estruturais visíveis nos exames.
Fadiga
A fadiga é um dos sintomas mais comuns e limitantes da fibromialgia. Diferente do cansaço habitual, trata-se de uma sensação persistente de esgotamento físico e mental, que não melhora completamente com o descanso e pode comprometer atividades simples do dia a dia.
Essa fadiga está frequentemente associada a sono não reparador, dor crônica e alterações do processamento neurológico, reforçando a importância de uma abordagem global e individualizada no tratamento da fibromialgia.
Insônia
Na fibromialgia, os distúrbios do sono são frequentes e podem se manifestar de diferentes formas. A insônia inicial ocorre quando há dificuldade para iniciar o sono, mesmo diante do cansaço, geralmente associada à dor, ansiedade ou hiperatividade mental.
A insônia de manutenção caracteriza-se por despertares frequentes ao longo da noite, resultando em sono fragmentado e pouco reparador. Já a insônia terminal ocorre quando o paciente acorda precocemente e não consegue retornar ao sono, iniciando o dia com sensação de exaustão.
Essas alterações do sono contribuem diretamente para o aumento da dor, da fadiga e da dificuldade de concentração, formando um ciclo que perpetua os sintomas da fibromialgia.
Humor alterado
Alterações do humor, como sintomas de ansiedade e depressão, são frequentes em pacientes com fibromialgia e não representam fraqueza emocional ou “falta de força de vontade”. Essas manifestações estão relacionadas à dor crônica, ao sono não reparador e às alterações no processamento neurológico da dor.
O humor deprimido e ansioso pode intensificar a percepção da dor, aumentar a fadiga e dificultar o controle global dos sintomas. Por isso, o manejo da fibromialgia deve incluir uma abordagem integrada, considerando tanto os aspectos físicos quanto emocionais, com estratégias individualizadas que visem equilíbrio emocional, funcionalidade e qualidade de vida.
Fibromialgia: dores diárias não precisa ser o seu normal.
O Dr. Gabriel Caetano atua no diagnóstico e manejo da fibromialgia com abordagem individualizada, baseada em evidências e cuidado contínuo. O acompanhamento envolve educação em dor, ajuste de tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, manejo do sono, da fadiga e do humor, com foco em funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.
CONSULTAS
Consulta avaliativa para anamnese de sinais e sintomas causadores de incômodo ao paciente. A consulta é dirigida de acordo com as queixas do paciente, com perguntas não rotineiras em outras especialidades médicas, com o objetivo de trazer mais assertividade à avaliação.
DIAGNÓSTICOS
Diagnósticos precisos e eficazes para indicação de tratamento adequado. Exame osteomuscular com avaliação das mãos, cotovelos, região de coluna cervical, lombar e quadril, e encaminhamentos de exames para diagnósticos mais efetivos.
TRATAMENTOS
Tratamentos qualificados de acordo com as necessidades clínicas do paciente, para alívio de dores e incômodos que comprometem o bem-estar, dos casos mais simples aos mais complexos.


