Psoríase e Artrite psoriásica


A psoríase é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a pele, caracterizada por placas avermelhadas e descamativas. Em cerca de 30% dos pacientes com psoríase, pode ocorrer acometimento articular, conhecido como artrite psoriásica, que causa dor, inchaço, rigidez e limitação funcional.

A artrite psoriásica pode acometer articulações, enteses e a coluna vertebral, apresentando manifestações variadas. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para controlar a inflamação, prevenir dano articular e preservar a qualidade de vida, reforçando a importância do acompanhamento especializado.

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 Psoríase e artrite psoriásica: mil e uma faces da mesma doença.

A psoríase é uma doença inflamatória crônica de origem imunomediada, que vai muito além das manifestações cutâneas. Em uma parcela significativa dos pacientes — cerca de 30% — pode haver comprometimento articular, caracterizando a artrite psoriásica. Trata-se de diferentes manifestações de uma mesma doença sistêmica, com múltiplos domínios clínicos.


A artrite psoriásica pode se expressar de diversas formas, incluindo artrite periférica, acometimento da coluna vertebral, entesite (inflamação nos locais de inserção de tendões e ligamentos), dactilite (“dedo em salsicha”), além de manifestações ungueais, como alterações nas unhas. Também podem ocorrer manifestações extra-articulares, como uveíte e associação com doença inflamatória intestinal, reforçando o caráter sistêmico da doença.


Na maioria dos casos, a artrite psoriásica surge após o aparecimento das lesões cutâneas, ocorrendo em cerca de 75% dos pacientes. Em aproximadamente 15%, as manifestações cutâneas e articulares surgem de forma simultânea. Já em cerca de 10% dos casos, o quadro articular precede as lesões de pele, o que representa um desafio diagnóstico importante, especialmente quando não há história prévia ou familiar de psoríase.


Além disso, a artrite psoriásica pode apresentar acometimento axial, com dor lombar inflamatória e rigidez semelhante à observada na espondilite anquilosante, podendo inclusive acometer articulações sacroilíacas e a coluna vertebral. Essa sobreposição clínica reforça a necessidade de avaliação especializada para o diagnóstico correto e definição do tratamento mais adequado.


Mesmo quando o paciente já possui diagnóstico de psoríase cutânea, o reumatologista pode atuar no tratamento tanto das manifestações articulares quanto da própria pele, especialmente nos casos em que há doença sistêmica ou necessidade de terapias imunomoduladoras. É importante destacar que tratamentos tópicos têm papel apenas em lesões cutâneas leves e localizadas e não atuam sobre a dor articular, inflamação ou progressão da doença. O tratamento moderno da doença foi profundamente transformado com o advento dos imunobiológicos, que atuam de forma direcionada em vias específicas da inflamação


Além do impacto físico, a psoríase e a artrite psoriásica apresentam importante impacto psicossocial, podendo afetar autoestima, relações sociais, desempenho profissional e qualidade de vida, o que reforça a necessidade de abordagem global e individualizada.

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Risco de artrite psoriásica

Alguns fatores estão associados a maior risco de desenvolvimento de artrite psoriásica em pacientes com psoríase. Entre eles destacam-se a obesidade, que contribui para inflamação sistêmica, o acometimento do couro cabeludo, as alterações ungueais e a psoríase invertida. Essas formas de apresentação cutânea estão mais frequentemente associadas ao surgimento de manifestações articulares.

O reconhecimento desses fatores de risco reforça a importância do acompanhamento regular e da avaliação precoce de sintomas articulares, permitindo diagnóstico oportuno e início adequado do tratamento.

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Dor articular e história familiar

A história familiar de psoríase ou artrite psoriásica é um dado clínico fundamental durante a consulta reumatológica. Em muitos casos, esse antecedente pode fornecer pistas importantes para a possibilidade diagnóstica, especialmente quando as manifestações articulares são inespecíficas ou precedem as lesões cutâneas.

A abordagem cuidadosa da história familiar ajuda a contextualizar os sintomas, orientar a investigação diagnóstica e evitar atrasos no reconhecimento da doença, permitindo um manejo mais adequado e direcionado desde as fases iniciais.

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Novos tratamentos, novos horizontes

Os anti-TNF (adalimumabe, etanercepte, infliximabe, certolizumabe, golimumabe) são uma das classes mais utilizadas e com maior experiência clínica. Eles atuam bloqueando uma proteína inflamatória importante. Em estudos, cerca de 5 a 6 em cada 10 pacientes apresentam melhora significativa da dor, do inchaço e da função das articulações. Além disso, ajudam a evitar a progressão do dano articular ao longo do tempo e também costumam melhorar pele, unhas e tendões.


Os bloqueadores de IL-17 (secucinumabe, ixekizumabe, bimequizumabe) são muito eficazes tanto para as articulações quanto para a pele e as unhas. Aproximadamente 6 em cada 10 pacientes apresentam melhora clara dos sintomas articulares, e a resposta da pele costuma ser ainda mais intensa. São opções importantes quando há lesões cutâneas mais extensas ou quando houve falha de outros tratamentos.


Os bloqueadores de IL-23 (guselkumabe, risanquizumabe, tildrakizumabe) fazem parte de uma geração mais recente de medicamentos. Têm excelente efeito sobre a pele e bons resultados sobre dor e inchaço das articulações. Em média, cerca de metade dos pacientes apresenta melhora importante dos sintomas articulares, com perfil de segurança geralmente favorável.



Os inibidores de JAK (tofacitinibe, upadacitinibe) são medicamentos orais, o que agrada muitos pacientes por não serem injetáveis. Costumam ter ação rápida e eficaz: em estudos, mais de 6 em cada 10 pacientes apresentam melhora significativa, inclusive aqueles que não responderam bem a outros tratamentos. Exigem acompanhamento médico mais próximo por possíveis efeitos colaterais em grupos específicos.

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